sexta-feira, 16 de maio de 2008

A maça

Dessa vez não venho aqui publicar um conto e sim um pensamento e uma pergunta ... o ser humano pode realmente negar e fugir da sua natureza ?

Eu acredito que não é na natureza humana a monogamia mas isso não vem ao caso agora, conheço uma amiga, muito bonita, que gosta muito de sedução e dos prazeres carnais, sempre atraiu tudo que quis ou quase tudo no que se refere ao prazer carnal, gosta de viver diversas paixões pois a paixão é algo passageiro mas acredita que a emoção da paixão da luz a vida, por isso é necessário viver sempre várias paixões ( ao contrário de quem acredita que deve ficar apenas com uma pessoa ).
Faz sentido, pois quando estamos com alguem sabemos que a paixão passa rápido e o que fica é o companheirismo, o tesão e a amizade/amor ( mas isso se vc reparar , tirando o tesão é que sentimos por qualquer amigo e não cobramos que o(a) amigo seja só nosso ao contrário da pessoa amada que queremos que seja só nosso ).

Mas voltando a minha amiga, ela conheceu alguem e decidiu ficar com ela, o fato é que com o tempo não conseguiu lutar contra sua natureza e passou a viver uma vida dupla até que a pessoa quase descobriu e por pouco tudo não foi pelos ares, nesse momento ela decidiu que não teria mais vida dupla e novamente passou alguns meses ela não resistiu a falta da emoção, da sedução, da paixão voltou a vida dupla...portanto retomo minha pergunta : Pode alguem lutar contra aquilo que é ??? O ser humano um dia vai perceber que ninguem nasceu pra pertencer somente a alguém ??? A vida é tão curta... se pensarmos que o período ativo pra vivermos uma paixão é bem fértil na " jovialidade " 15-35 anos, não seria errado perdermos tempo com uma pessoa só ? Não poderiamos ficar com uma pessoa mas viver outras emoções também ?? A sociedade regrediu ??? Acabou sendo várias perguntas, deixo aqui a letra : A maça de Raul Seixas para vocês refletirem :

Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho

Se esse amor ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor, vai se gastar
Se eu te amo e tu me amas
E um amor a dois profana O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã Irá gostar de todas Porque todas são iguais
Se eu te amo e tu me amas E outro vem quando tu chamas Como poderei te condenar
Infinita tua beleza Como podes ficar presa Que nem santa no altar
Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais
O amor só dura em liberdade O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

2 comentários:

Jean disse...

Arrasou na postagem colega, nao acho que todas as maças sao iguais, nao mesmo.
há algumas que sao mais amargas e duras, outras que sao doces e mais gostosas, das quais eu prefiro, mas quando perde o gosto tem q experimentar outras mesmo, o caso de sua amiga e de tantas outras pessoas é que ela enjoa mais facil do que outras pessoas, normal.
a coisa é que ela acha, por causa da sociedade e tals, q o que ela faz nao é certo talvez e tenta aquela coisa tradicional do namora, casa e tem filhos.
besteira.
tem que ser o que é e sente.
concorde ou nao ^^

ArielGreaser disse...

No meu achismo, creio que isso se trata de uma questão de valores, misturada à sentimento, que é dificil de ser julgada. Aos olhos da sociedade ela está erradíssima, mas e se a sociedade fosse poligâmica?